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sexta-feira, 3 de julho de 2009



Algumas frases de Gandhi que me fazem parar para pensar, refletindo e dando sentido á elas de acordo com meu entendimento.

''A verdade é dura como diamante e delicada como a flor de pessegueiro.''

A verdade para quem a pronuncia e para quem recebe pode ser durissima. A verdade talvez seja o amor. É dificil amar e dificil ser amado. É duro amar e é duro receber amor. Quanto orgulho, quanta coisa temos que deixar de lado para amarmos algo? A vontade de dominar o outro, de que o outro realize meus sonhos e desejos, que seja um objeto para mim, tudo isso é dificilimo de abandonar. Mas o amor é algo delicadissimo como a flor de pessegueiro, por isso:

''O amor é a força mais sutil do mundo.''

Sendo o amor a força mais sutil e sendo ele tão delicado ao mesmo tempo que é dificil de realizá-lo dentro de nós, ele não pode pertencer ao nosso arcaico ego. A palavra pertencer está tão para o ego quando a palavra dom está para a alma. O ego quer que tudo lhe pertença. A alma deseja tudo a que a engrandeça verticalmente, refletindo horizontalmente na sua atuação no mundo e na distribuição da luz que recebe, tal como o Senhor José M. me ensinou no meio da rua outro dia a distribuir as luzes do Espirito Santo para todos os humanos.

''Orar, nao é pedir! Orar, é a respiração da Alma!''

Sendo produto da alma, ou seja, daquilo que nos anima, no sentido de impulsionar a vida, o amor como já dito não pertence ao ego. De tal maneira que quando oramos confundimos os desejos do ego com os da alma. A vida, a luz em nós respira através da luz que recebemos ao orar, impulsionando o ser humano ás alturas de forma qualitativa. O ego arcaico, velho, quer tudo para si, e faz dos momentos misticos uma sessão de pedidos voltados apenas para ele proprio. Orar é levar oxigenio na forma de luz para a alma que se dirige a ela, elevando-a qualitativamente na parte vertical. Pedir é querer apenas beneicios proprios quantitativamente, rebaixando-se ao nivel horizontal. A libertação vem de cima. Deus ou seja lá como voce chama a entidade creadora (Rohden diferencia crear de criar) de tudo, sae exatamente das suas necessidades horizontais.

''Não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Que havemos de beber? [...] Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo'' (Mt 6, 31-33)

Ele sabe das coisas antes mesmo que pronunciemos qualquer palavra. Busque o Reino de Deus que as necessidades serão supridas. Mas essas necessidades no meu entendimento não estão ligadas á carros luxuosos ou mansões. Podem até estar dependendo do caso, mas creio que as necessidades espirituais são plenamente satisfeitas quando percebemos que somos maiores que nosso pequeno ego antigo. Somos mais que nosso campo horizontal desse mundo caótico do quero-quero-mais-mais. Precisamos entrar no mundo qualitativo do Reino de Deus no qual nao existe quero-quero-mais-mais. Existe a gratidão por tudo o que recebo compartilhando com os irmãos o dom de amar, tão dificil de se realizar, mas pelos pequenos vislumbres que tive sobre esse dom tão especial em minha experiencia, confesso que é algo que voce sente, simplesmente sente que uma força te ultrapassa e irradia para os outros e os outros para ti. É algo meio que inefável.


Consultei:

http://blog.cancaonova.com/fatimahoje/2008/05/26/nao-vos-preocupeis-tanto-com-a-vossa-vida/

http://www.pensador.info/p/gandhi/4/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O ponto preto

o diretor de uma grande empresa comercial de Nova York costumava reunir todos os anos os seus numerosos agentes, espalhados por todo o país, para uma espécie de orientação e balanço.
Certa vez, em tempo de grande crise economica, todos os agentes voltaram pessimistas e desanimados, e os seus relatorios só refletiam derrotismo. O diretor escutou em silencio as lamúrias de cada um dos seus auxiliares. Depois, levantou-se e em silencio suspendeu na parede um grande cartaz branco com um pequeno ponto preto no centro. E perguntou a um dos agentes:
-Que é que está vendo?
-Um ponto preto - respondeu o interrogado
-E você? Perguntou ao outro.
-Um ponto preto num papel branco
-E voce?
-O mesmo
-E voce?
-Um ponto preto
-E voce?
-Um ponto preto num cartaz branco.
-Mas será possivel- exclamou o diretor- que voces todos enxergem apenas um ponto preto, ou entao um ponto preto em papel branco? Será que ninguem enxerga um enorme cartaz branco com um pequeno ponto preto?quando o branco é mil vezes maior que o preto? (extraido de O caminho da felicidade de Huberto Rohden)

Eu tenho a tendência de exaltar o pontinho negativo. Ignoro a luz e me atenho ao pontinho preto. Essa é uma imagem que aparece em minha mente. Um ponto preto eclipsando a Luz Solar. Preciso da luz, como todos os seres humanos precisam. Porém sempre falta educar nós mesmos, indo em direção ao que somos e não nos confundirmos com nossas defesas, entraves, medos, inseguranças, nossas máscaras, nossas mentiras que tomamos como verdades. Nós seres humanos podem re-começar. Não do zero, mas do que deu certo e do que deu errado e construirmos coisas melhores não para nosso uso pessoal somente, mas irradiar nossa experiencia para ajudar os companheiros de viagem que muito podem aprender com o que temos para ensinar. E também refletir ao re-passar para o outro. Ajudar o próximo sem esperar retorno nem recompensa. As vezes o prêmio é muito sútil. Um sorriso leve, um gesto, um abraço, uma palavra... Nos apegamos demais aos pequenos pontinhos negros, e vamos trocando a luz pela escuridão sem perceber. Quanta luz deixamos de contemplar ao exaltarmos somente a negatividade? É preciso mudarmos os olhares. Como dizia nosso Mestre:

''A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz (...) Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!''